Por volta de 4.100 A. P. encontram-se os primeiros vestígios de ocupação humana na planície litorânea que se estende de Armação de Búzios a Macaé. Sambaquís e sítios arqueológicos localizados nas proximidades dos rios São João e das Ostras (Tambor, Gravatá, Fazenda São José e Tarioba) são bastante representativos desta fase. Cerca de 600 anos antes da chegada dos colonizadores portugueses, há o início da ocupação; pelo grupo indígena Goitacá, do litoral desde o Espírito Santo até o atual município de Cabo Frio-RJ, onde estavam em contato com os Tupinambá(Foto).
Estudos estimam que Rio das Ostras tenha sido fundado no século XVI, uma vez que relatos de viajantes datados de 1575 já faziam menção ao lugar. Situado na Capitania de São Vicente(Foto), era habitado pelos índios Tamoios e Goitacazes. Essas terras, entre Cabo Frio e Cabo de São Tomé, foram doadas em 1534 pelo rei de Portugal, Dom João III, a Pero de Góes.
Inicialmente, Rio das Ostras(Foto) denominava-se Rio Leripe (molusco ou pedra grande), ou Seripe. Parte dessas terras da sesmaria foram doadas pelo Capitão Mor Governador Martim Corrêa de Sá, em 1630, aos jesuítas. A área foi delimitada por dois marcos de pedra, colocados em Itapebussus e na barreta do Rio Leripe, com a insígnia do Colégio dos Jesuítas. Historicamente, são relatadas situações de disputa entre os goitacazes, ao norte, eos tamoios, ao sul, com diferentes tipos de aliança feita entre povos no processo de ocupação do território. Também é do conhecimento histórico a indefinição quanto a sua inclusão, ora como Capitania de São Tomé, ora como Capitania de São Vicente.
Os índios, jesuítas e escravos foram importantes personagens na construção do povoamento nesses três séculos de colonização. O crescimento da cidade se deu ao redor da Igreja. A região era rota de tropeiros e comerciantes que se dirigiam a Macaé e a Campos dos Goytacazes. Muitas vezes eles faziam as suas paradas para descanso e alimentação. Também começou a se desenvolver ali a atividade pesqueira, que se tornou a base econômica da região até meados do século XX. A construção da Rodovia Amaral Peixoto contribuiu para a expansão turística da região, o que proporcionou um maior incremento das atividades de serviços, comércio e turismo em geral. A instalação da Petrobrás(Foto), a partir dos anos 70, foi um marco na expansão e desenvolvimento econômico regional.
Rio das Ostras pertencia ao Município de Casimiro de Abreu mas, a partir do seu crescimento, principalmente após a década de 70, o então distrito conquistou a sua emancipação político-administrativo em 10 de abril de 1992.
O Município de Rio das Ostras possui como peculiaridade a transição de vários aspectos físicos que resultaram em nova faixa de transição nos aspectos sócio-econômicos. Em termos de relevo e vegetação, situa-se entre faixa caracterizada como mata de tabuleiro no norte fluminense e a Mata Atlântica no sul do Estado. Apesar de servir às bacias do Rio São João(Foto) e Macaé, possui, em sua maior parte territorial, bacia hidrográfica própria, que se origina e termina dentro do próprio município.
Atualmente, situa-se entre pólos de desenvolvimento, ao sul turístico-comercial (Região dos Lagos) e ao norte petrolífero canavieiro (Campos/Macaé). Portanto, verifica-se, ao longo da história e pelos seus aspectos físicos, ser área limítrofe de ambientes, recebendo diferentes formas de influência no seu processo de desenvolvimento.
Dados Gerais, informações geográficas e econômicasClima Tropical
Temperatura média mínima anual: 18°Cidades limítrofes
Norte: MacaéDistâncias
| Cidades | Distância em Km |
| Belo Horizonte | 585 |
| Rio de Janeiro | 170 |
| -Búzios | 43 |
| -Cabo Frio | 60 |
| -Macaé | 25 |
| -Nova Friburgo | 115 |
| -Teresópolis | 187 |
| São Paulo | 595 |
| Brasília | 1.240 |
| Vitória | 367 |




